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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Arithmologia 1






Você está constantemente sonhando —
não somente à noite, não somente enquanto dorme: você está sonhando o dia inteiro.
Este é o primeiro ponto a ser compreendido.
Mesmo quando está acordado, ainda está sonhando”.
Rajneesh

Na verdade o homem está numa espécie de sono. Todo mundo está profundamente adormecido”.
Gurdjieff

O corpo é um só órgão e a vida uma só função”.
Hipócrates



O significado das palavras de quem quer que diga que o homem está dormindo, é que o homem não conhece a si-mesmo apesar de ‘achar’ que sim. Há que despertar para conhecer-se.


AUTOCONHECIMENTO é uma palavra que entra e sai de moda.
Mas o que é isso? Para que serve? Afinal qual é o propósito de se autoconhecer? O que tem a ver com espiritualidade? E com números?
Antes de qualquer coisa devemos desmistificar o termo.
A maioria das pessoas pensa que para “atingir” o autoconhecimento é obrigatório pertencer a alguma ordem, religião ou “grupo iniciático”. Porém é muito mais simples do que pensam. Só enquanto o homem não reconhece sua unidade com a essência interna, ele crê necessitar de um apoio externo e equilibrador em seus momentos de lutas. Nas fases iniciais do seu caminho pode ocorrer de um outro individuo servir de intermediário do que vem dos seus níveis profundos, mas chegará o momento em que ele deverá assumir esse caminho contando com aquilo que a vida interior lhe proporciona diretamente.
Para avançar, então, será necessário deixar para trás o que em etapas anteriores pode ter sido útil. Transcender vínculos humanos é, portanto, crucial à ascensão, ainda que certas pessoas quase sempre justifiquem seus apegos com fortes argumentos.


Na antiguidade, antes da Idade da Confusão – a tal da Kali Yuga[1] – não havia a separação, ainda que ilusória, entre ciência e religião. A Religiosidade era totalmente intrínseca ao cotidiano e ciência era apenas a linguagem utilizada para o entendimento e uso das forças sutis.
Com o Início da Kali Yuga, e lá se vão quase cinco mil anos, a separação se impôs entre os homens que passaram, então, a necessitar de atravessadores entre eles e a Divindade. É quando surge o Deus patriarcal e os dogmas.
Os poucos Homens detentores do Conhecimento Antigo o colocaram em fórmulas cifradas para que quando chegasse o tempo certo cada um pudesse alcançá-lo.


Um exemplo disso é o Aforismo inscrito nos pórticos do Oráculo de Delfos: Conhece-te a ti mesmo.[2]


Conhecer a si mesmo era, e ainda é, o meio mais rápido e certeiro de se atingir a liberação, iluminação, melhor qualidade de vida, ou seja, a Verdadeira Divindade.


Hoje em dia, já no final deste período lúgubre, com a aproximação de uma nova Idade de Ouro, o homem deve, mais uma vez, voltar-se para dentro em busca deste Conhecimento. Saber qual é o seu Propósito na Vida sem a influência direta da sociedade, dos dogmas e tradições familiares e religiosos. Saber filtrar o que faz parte da sua natureza e da sua personalidade. Todos sabem o quanto é difícil quebrar padrões e hábitos estabelecidos na criação e educação de uma pessoa. A dificuldade de divulgar coisas “novas” que esbarram na intransigência e incredulidade provocadas, talvez, pelo medo de olhar os dogmas pessoais. Cuidar do corpo e da mente, do espírito e da matéria. Procurar dentro o que os cientistas da Kali Yuga insistem em procurar fora.
Trabalhar com as energias afins e saber reverter ou neutralizar as contrárias.


Lewis Yablonsky cunhou o termo Robopatologia para explicar a espécie de patologia em que a maioria das pessoas vive. O robopata vive um tipo de vida mecânica, automatizada, repetitiva. Satisfaz as exigências do dia-a-dia, mas nunca satisfaz A Exigência Eterna. Cumpre suas “obrigações”, inclusive de ficar alegre, mas nunca está totalmente vivo. Não questiona as regras sociais. Uma característica visível é o ritualismo: fazer o que deve ser feito sem saber o porquê. Não se permite a dúvida – ele crê, não suspeita. É mais fácil crer porque dúvida cria o temor. Nunca para e se olha no espelho diretamente perguntando – QUEM SOU EU?


Quem somos realmente só o Íntimo de cada um pode responder. Nossa personalidade consiste de “roupas sobre roupas”. A palavra personalidade vem de uma raiz latina; “personæ”, significa máscara. Nós usamos várias durante a vida, porque para situações diferentes precisamos de diferentes atitudes. Nossa personalidade é feita de muitos rostos falsos, um “presente” da sociedade, dos pais, da escola, da cultura, da civilização onde estamos. Como disse Rajnnesh: É FALSO, NÃO É VOCÊ!! Essência é sua face original – sem máscaras. Essência é aquilo que você trouxe ao mundo quando nasceu, é um presente da EXISTÊNCIA para você.


Essa é a função das ciências – encontrar e decifrar as chaves que auxiliem o Homem a reencontrar sua essência. E é obrigação dos profissionais dizer a verdade aos que os procuram: que não é fácil, não existe fórmula mágica ou bula infalível externa ou genérica a não ser o autoconhecimento.
E para atingi-lo temos que Querer e ter Coragem. 

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Notas:
[1] Os antigos hindus, no período Védico descreveram quatro Idades seqüenciais e ininterruptas que eles chamavam yugas. O quarto e último período é a atual Era de Ferro – Kali Yuga – a Idade dos Conflitos com duração aproximada de 5.000 anos.

[2] Grego antigo: γνθι σεαυτόν, (transl. gnōthi seauton); também conhecido pela tradução em latim, nosce te ipsum. Segundo algumas fontes a frase é atribuida a Femonoe, primeira pitonisa deste oráculo.


©Lília Palmeira, 2009, 2011.
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